COMUNIDADE QUILOMBOLA " JUSTIÇA DA PRAZO PARA FAMILIA DEIXAR LOCALIDADE"

Rio dos Macacos: Justiça determina desocupação do em até 15 dias


A Justiça Federal determinou na última terça-feira (7), a desocupação dos moradores do Quilombo Rio dos Macacos, localizado a poucos metros da Base Naval de Aratu, no município de Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador (RMS). 
Segundo informações do Correio da Bahia, a ordem é que a desocupação dos moradores seja feita no prazo de 15 dias. O terreno, é alvo de disputa entre a Marinha do Brasil e quilombolas, que considera a terra de sua propriedade.
A decisão, é do juiz Evandro Reimão dos Reis. O magistrado conservou a própria decisão liminar que, em novembro de 2010, determinou a desocupação da área. Além disso, o defensor Átila Dias informou que pretende recorrer contra a decisão perante o Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
Um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) classificou Rio dos Macacos como área quilombola. Mas o governo federal ainda não autorizou a publicação, medida que daria valor legal ao relatório.
Uma proposta em elaboração pelo governo cogita a realocação das famílias quilombolas para um terreno localizado a 500 metros do local. Esse é o principal ponto de divergência entre os moradores e o governo.
Os quilombolas alegam que o lugar onde moram atualmente é o único com acesso ao rio, após a construção de uma barragem. De acordo com o advogado de defesa dos quilombolas, Maurício Correia, continua firme a posição da comunidade em permanecer no local. Ele informou que a posição é reforçada, principalmente, pelo relatório do Incra.
O RMS Notícias, entrou em contato com Rosemeire dos Santos Silva, Moradora da comunidade para falar sobre o assunto. 
Segundo Rosemeire, os moradores não irão desocupar as terras e estão contando com a ajuda do Incra. 
“Não vamos sair da comunidade, a terra é nossa e quem invadiu foi a Marinha, vamos lutar até o fim, nós só vamos sair daqui dentro de um caixão. Ainda estamos confiante com a ajuda do Incra”, concluiu Rosemeire. 
Desde 2010, a Marinha pretende ampliar as instalações da base, onde residem 450 famílias de militares.

MATERIA RETIRADA DO SITE "FALA SIMÕES FILHO"
http://falasimoesfilho.com/portal/

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