Rio dos Macacos: Justiça determina desocupação do em até 15 dias
Destaque, Geral, Simões Filho ago 8, 2012
A Justiça Federal determinou na última
terça-feira (7), a desocupação dos moradores do Quilombo Rio dos
Macacos, localizado a poucos metros da Base Naval de Aratu, no município
de Simões Filho, Região Metropolitana de Salvador (RMS).
Segundo informações do Correio da
Bahia, a ordem é que a desocupação dos moradores seja feita no prazo de
15 dias. O terreno, é alvo de disputa entre a Marinha do Brasil e
quilombolas, que considera a terra de sua propriedade.
A decisão, é do juiz Evandro Reimão dos
Reis. O magistrado conservou a própria decisão liminar que, em novembro
de 2010, determinou a desocupação da área. Além disso, o defensor Átila
Dias informou que pretende recorrer contra a decisão perante o Tribunal
Regional Federal da 1ª Região.
Um estudo realizado pelo Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) classificou Rio dos
Macacos como área quilombola. Mas o governo federal ainda não autorizou a
publicação, medida que daria valor legal ao relatório.
Uma proposta em elaboração pelo governo
cogita a realocação das famílias quilombolas para um terreno localizado
a 500 metros do local. Esse é o principal ponto de divergência entre os
moradores e o governo.
Os quilombolas alegam que o lugar onde
moram atualmente é o único com acesso ao rio, após a construção de uma
barragem. De acordo com o advogado de defesa dos quilombolas, Maurício
Correia, continua firme a posição da comunidade em permanecer no local.
Ele informou que a posição é reforçada, principalmente, pelo relatório
do Incra.
O RMS Notícias, entrou em contato com Rosemeire dos Santos Silva, Moradora da comunidade para falar sobre o assunto.
Segundo Rosemeire, os moradores não irão desocupar as terras e estão contando com a ajuda do Incra.
“Não vamos sair da comunidade, a terra é
nossa e quem invadiu foi a Marinha, vamos lutar até o fim, nós só vamos
sair daqui dentro de um caixão. Ainda estamos confiante com a ajuda do
Incra”, concluiu Rosemeire.
Desde 2010, a Marinha pretende ampliar as instalações da base, onde residem 450 famílias de militares.
MATERIA RETIRADA DO SITE "FALA SIMÕES FILHO"
http://falasimoesfilho.com/portal/

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