FUGA NA COLONIA PENAL DE PITANGA DE PALMARES

A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap), por meio de sua Corregedoria, vai instaurar sindicância para apurar a fuga, no domingo (25), de seis detentos da Colônia Penal de Simões Filho. O fato foi registrado na 22ª Delegacia de Polícia, com sede no município, e informado pela direção da unidade à Vara de Execuções Penais, ao Ministério Público do Estado e ao Batalhão de Polícia de Guarda.
A fuga ocorreu na madrugada e foi constatada pelo corpo de agentes penitenciários da unidade durante a verificação da população carcerária, às 7h05. Todos os fugitivos ocupavam a mesma cela, que se encontrava aberta. Os presos utilizaram uma corda feita de lençóis para ultrapassar o muro e atingir a área externa da colônia.
Policiais militares e agentes penitenciários faziam o monitoramento regular da unidade, não sendo verídica a informação de que não havia policiamento no momento da fuga.( http://www.comunicacao.ba.gov.br/noticias/2011/12/26/seap-apura-fuga-de-presos-da-colonia-penal-de-simoes-filho).
Segundo consta nos cadastro a unica colonia penal de simões filho é no nosso bairro,e nenhuma noticia foi passada para os moradores,o bairro já não tem segurança ou policiamento nas ruas ,com a inplantação da colonia penal a coisa ficou ainda pior .A alguns anos atráz a colonia penal de pitanga de palmares foi noticia nos maiores jornais do brasil e um deles  o JORNLA CIDADE NOTICIAS divulgol a seguinte materia:

Penitenciária baiana treina detentos para fuga

Isodoro Orge, durante revista na Lemos de Brito
Isodoro Orge, durante revista na Lemos de Brito
 http://www.cidadenoticias.com.br/ler.php?cod=1088

Uma cadeia construída a 500 metros de gasodutos da Petrobras e que os internos recebem treinamento para fugir em caso de emergência. Essa é a realidade de um presídio localizado em uma área industrial entre os municípios de Simões Filho e Camaçari, a 30 km de Salvador. Além do perigo de fuga dos presos, moradores da comunidade de Pitanga dos Palmares reclamam que estão enfrentando problemas como a falta de segurança, dos odores e no aumento da criminalidade. Segundo o Ministério da Justiça, a unidade prisional baiana é um caso inédito no país.

De acordo com informações de Isodoro Orge, Superintendente de Ações Penais, o presídio destina-se exclusivamente a internos do regime semi-aberto. Os presos saem para trabalhar durante o dia e voltam à noite para dormir em celas trancadas. Antes de chegar ao presídio, os detentos assistem a um vídeo com instruções da fuga em casos de emergência. O mesmo procedimento é aplicado para os moradores da comunidade quilombola de Pitanga dos Palmares. "Em caso de emissão de gases, a unidade é informada pela empresa que monitora a segurança do Pólo Petroquímico de Camaçari. Após o aviso, os presos têm 10 minutos para evadirem do local", contou. Isidoro Orge explicou que o presídio começou a ser construído no governo anterior e teve que ser ajustado para que continuasse funcionando.

O estado se comprometeu a garantir que, em caso de emergência, todas as portas do presídio serão abertas eletronicamente. Além disso, os presos precisam receber, quando chegam, orientações sobre a rota de fuga que deve ser seguida em direção a uma represa próxima. A Petrobras se colocou contrária à construção do presídio. O Comitê de Fomento Industrial de Camaçari divulgou um estudo que aponta que as áreas compreendidas em uma distância dos dutos de até 733 metros eram vulneráveis ou passíveis de serem atingidas por nuvens de produtos tóxicos ou inflamáveis, no caso de emergências na dutovia.

Em entrevista concedida à imprensa, o Secretário de Justiça e Direitos Humanos, Nelson Pelegrino, informou que existe um déficit de 8 mil vagas no sistema penitenciário baiano, contanto com os cerca de 6 mil presos que estão vivendo nas carceragens de delegacias. "Não dá para concordar com a construção de um presídio nessas condições, mas não temos como abrir mão das vagas de Simões Filho", afirmou o secretário.

Além do perigo de fuga em massa e da emissão de gases, moradores da comunidade quilombola de Pitanga dos Palmares reclamam que o presídio trouxe insegurança. Segundo a presidente da Associação de Moradores, Maria Bernadete Pacífico, a construção do presídio piorou a qualidade de vida das pessoas que residem nas proximidades da unidade carcerária. O tráfico de drogas aumentou consideravelmente e as crianças estão expostas à criminalidade. "Agentes penitenciários e policiais passam exibindo armas na frente das crianças. Isso marginaliza a comunidade. Além disso, estamos enfrentando problemas da falta de segurança. Certa vez, um preso recebeu o indulto de natal e foi assassinado no quintal de uma vizinha", contou.

De acordo com Flávio dos Santos, líder da comunidade quilombola, muita gente se mudou desde a implantação da unidade carcerária. "Essa é uma área irregular. A construção do presídio mudou a vida dos moradores e só nos trouxe problemas.", concluiu.

Tatiana Ribeiro
22/06/2009

SERÁ QUE A NOSSA COMUNIDAE MERECE ISSO?

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